Internet e o novo modelo de governança como serviço em nuvem

A crescente mobilidade de pessoas e recursos exige um esforço constante das empresas no conhecimento e exploração das capacidades oferecidas pelas tecnologias disponíveis. O aproveitamento das oportunidades de negócio emergentes e a sua gradual consolidação em novos mercados ou setores de atividade são, cada vez mais, determinados pela adoção correta de estratégias de aliança e parceria que permitam agregar serviços e partilhar informações, tendo por base uma colaboração estreita entre provedores e consumidores, estimulados pela necessidade de criar empresas ágeis e inovadoras, que atendam à perspectiva global, adaptadas às demandas locais; gerir a tecnologia que se adapta a qualquer fase do ciclo de vida de produtos ou serviços e promover cooperação entre pessoas e empresas locais, regionais ou globais, através da utilização de serviços em qualquer lugar, a qualquer tempo e por intermédio de qualquer dispositivo em movimento.

Em resposta a essa crescente demanda, há cerca de 40 anos foi criada a Internet. Em evolução constante, esta plataforma hoje vive a transição do modelo de “compartilhamento” de informações, conhecido como WEB 1.0, para o modelo de “contribuição”, a WEB 2.0 e, nos próximos anos, deverá chegar à WEB 3.0, a Internet do Futuro (IoF), em que serviços e soluções de software deverão adaptar-se às necessidades de seus usuários com base em quatro pilares:

– Internet Através e Para as Pessoas (Internet By and For People), consolidando o modelo colaborativo da WEB 2.0,

– Internet de Conteúdo e Conhecimento (Internet of Contents and Knowledge), que com geração, armazenamento e processamento por máquinas, usando anotações semânticas sobre os conteúdos gerados por máquinas ou pessoas, permitirá a prospecção de um grande volume de dados (Big Data), transformando-os em informação útil ao usuário final;

– Internet das Coisas (Internet of Things), objetos usados no dia-a-dia das pessoas conectados entre si através de redes IP, gerando possibilidades como a verificação de estoques, provisionamento acurado e consequente geração de novos serviços disponibilizados por aplicações via Internet de Serviços;

– Internet de Serviços (IoS), dividida em três domínios: computação orientada a serviços em larga escala na web, que cria arcabouço para o processamento distribuído em Nuvem (Cloud Computing), serviços proativos e personalizados baseados em contexto e orquestração de serviços.

Da mesma forma que a Internet de Serviços possibilita um acesso proativo e personalizado a uma infindável variedade de serviços (Everything as a Service), novas formas de gerenciamento e orquestração destes serviços serão necessárias, levando à criação de um novo modelo de governança que possibilite inovar através da geração de novos serviços ou combinação dos já existentes para formar novas ofertas compostas, além de construir serviços, otimizando o ciclo de vida das aplicações para redução de custos de manutenção e operação.

Todo este apanhado resulta no modelo inovador de governança, disponibilizado como serviço na Internet, que denominamos Governance as a Service. Um conceito que, aplicado, viabiliza inovação com drástica redução de custos no contexto da Internet de Serviços.

Fonte: Computer World